Bem Vindo!

Bem Vindo!

Como se sabe, é fundamental o papel das ideologias na vida de de cada um e, especialmente, no contexto da sociedade. É de fundamental importância, portanto, o estudo aprofundado do processo histórico de formação dessas ideologias para que se compreenda melhor a sua dinâmica nas relações interpessoais da atualidade.

Este blog tem como objetivo apresentar material válido para pesquisa e estudo, apresentando, também, como alicerce, o princípio de qualquer convivência social: a liberdade individual mesclada com o princípio da solidariedade e da autocrítica, sendo estes fundamentais para o crescimento pessoal e para a boa dinâmica na sociedade.

Repudiamos qualquer forma de marginalização e afirmamos o nosso compromisso com o internauta, através da apresentação de conteúdo válido e interessante.

Compreendemos a importância das regras, porém, mais do que as regras, o que verdadeiramente guia o destino dos grandes Estados e dos grandes povos é o senso de coletividade e de nação, sensos esses tão esquecidos por alguns.

Agradecemos a atenção e esperamos o melhor para todos.

Bons estudos!

Friday, November 5, 2010

A sociedade anarquista


Os anarquistas, por intermédio da aceitação e compreensão da progressão materialmente dialética da história, em sua maioria, não acreditam que o estabelecimento de estruturas organizacionais rígidas possam promover um desenvolvimento humano efetivo. Assim, acreditam que a inflexibilidade organizacional - típica do sistema capitalista - termina por interferir deleteriamente, quando não suprimir, as faculdades individuais de cada ser humano. Por isso, os anarquistas acreditam que são as dificuldades e problemáticas humanas, materiais e sociais que devem prescrever o modelo temporário de organização, e não as inferências provenientes de abstrações técnicas. Em outras palavras, é a realidade concreta que deve definir as bases da organização da sociedade anarquista, em contrapartida com as situações imaginárias criadas pelos "técnicos", as quais, na maioria das vezes, tendem a ser manipuladas a favor de interesses parciais.


Grupo: Ricardo Japiassu, Ricardo Paranhos, Augusto, Thalles e Bernardo

Introdução ao Anarquismo

A palavra anarquismo vem do grego e significa “sem governantes”. É uma filosofia social que prega o fim do Estado e de toda e qualquer forma de governo, que seriam as causas da existência dos males sociais e crê em uma sociedade com homens livres, sem leis, polícia, tribunais ou forças armadas e voltadas ao auto-abastecimento sem fins lucrativos e à base de trocas.

Quando você ouve falar dos anarquistas, você logo é conduzido a acreditar que é o caos em si, uma completa desorganização, mas isso é usado por instituições políticas e religiosas e meios de comunicação de grande circulação para distorcer o verdadeiro ideal anarquista e se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX. O anarquismo em si é sinônimo de ausência de coerção, e não a ausência de ordem.

Não há consenso entre os historiadores sobre as origens da ideologia anarquista. Mas é possível afirmar que alguns pensadores e teóricos, como o inglês William Godwin, o francês Pierre-Joseph Proudhon, e o alemão Max Stirner influenciaram decisivamente o conteúdo da ideologia anarquista.

Grupo: Ricardo Japiassu, Thalles, Bernardo, Augusto e Ricardo Paranhos

Thursday, November 4, 2010

Miscelânea: um pouco de esquerda e direita

Um pouco de direita

Direita é o termo geralmente utilizado para designar indivíduos e grupos relacionados com partidos políticos ou ideais considerados conservadores (em relação aos costumes) ou liberais (em relação à Economia), por oposição à esquerda política.

Na França revolucionária, era constituída por representantes do clero, da nobreza, da alta burguesia. Esse grupo era conservador e não queria grandes mudanças; pretendiam, contudo, reformas que os beneficiasse. Enfatizavam o liberalismo econômico, tentavam afastar as camadas populares do poder e não permitir que a vontade delas fossem atendidas.

Eram chamados pela esquerda de reacionários.

Um pouco de esquerda

Na Ciência política, a esquerda é considerada oposição (política), que geralmente implica o apoio a uma mudança do enfoque social, do governo em exercício, com o intuito de criar uma sociedade mais igualitária.

Na França revolucionária, era constituída pelo terceiro estado e pela baixa burguesia (os trabalhadores em geral e os mais oprimidos). Eram mais radicais e enfatizavam a igualdade e solidariedade. Desejavam acabar com a ordem econômica, política e social seguida na época. Eram progressistas e revolucionários, queriam que as questões sociais fossem reformadas.

A direita os nomeou como radicais e agitadores.


Grupo: Felipe Paschoal, Maria Raquel Tertuliano, Luíse Márquis, Gabriela Sousa, Jéssica, Pedro Riotinto e Rafael da Escóssia Lima

O princípio de esquerda e direita (uma dicotomia histórica)


Os termos esquerda e direita servem tanto para a auto-identificação de pessoas, grupos e partidos quanto para descrever visões sobre a política e dar clareza aparente à disputa pela influência e comando sobre as decisões públicas.

Em 1789, quando teve início os trabalhos para a elaboração da primeira constituição francesa, os representantes políticos (deputados) se posicionaram “geograficamente” nos assentos do plenário da seguinte forma: à direita do plenário, instalaram-se os representantes da alta burguesia chamados de Girondinos. Era um grupo bem conservador, procuravam defender seus privilégios e evitar que as classes populares pudessem chegar ao poder ou tivessem suas reivindicações atendidas. Não pretendiam grandes mudanças e sim reformas que os beneficiassem. Os representantes da esquerda os chamavam de reacionários.

À esquerda, se posicionaram os representantes da baixa burguesia, os trabalhadores em geral e aqueles das camadas mais oprimidas. (sans-Culottes).

Esse grupo se reunia em um partido denominado de Jacobinos. Estes eram mais radicais e queriam destruir toda a ordem política, econômica e social existente. Lutavam por reformas que levassem á conquistas e melhorias sociais. Eram progressistas e revolucionários e a direita os chamava de agitadores e radicais.

Mas o caminho que levou esses grupos a se tornarem ideologicamente distintos foi percorrido durante o século XIX em decorrência, principalmente, da reação das classes oprimidas, o proletariado, contra os seus opressores, a burguesia. Foi durante o século XIX que vários movimentos proletários tendem a se vestir de uma roupagem política, provocando em contrapartida uma contra-reação da burguesia que assume, mais enfaticamente, uma posição de radicalismo defensivo visando combater aqueles movimentos e manter as velhas prerrogativas ameaçadas.

A vida em sociedade exige de seus membros duas atitudes opostas e complementares. Um não existe sem o outro. Um só age na presença do outro. No entanto são opostos. Não há como sentir a presença ou a influência de somente um deles. Contudo, pode-se aproximar-se mais de um do que de outro ou vice-versa.

Por mais de um século o conflito “direita x esquerda” dominou o cenário político mundial, notadamente durante a guerra fria. Com o fim desta, embora esse conflito não tenha deixado de existir, surgiu outro que passou a ser o mais importante de todos, deixando esse para segundo plano: o projeto neoliberal globalizante. No final do século XX e início do XXI, é possível ver pessoas com perfil de “direitistas” e de “esquerdistas” apoiando esse projeto bem como também ver “esquerdistas” e “direitistas” na luta contra esse mesmo projeto. Neste momento histórico, um esquerdista pró-globalização tem mais em comum com um direitista pró-globalização do que com outro esquerdista que luta contra esse projeto.

Ademais, considerando-se o contexto político contemporâneo e as suas relações com o movimento revolucionário francês, com o passar do tempo, a própria disseminação dos atos marcou a adoção dos termos “direita” e “esquerda”, segundo a divisão feita na Assembléia Nacional. Em suma, os políticos “de direita” representariam o interesse de grupos dominantes e a conservação dos interesses das elites. Por outro lado, os políticos “de esquerda” teriam uma orientação reformista baseada na conquista de benefícios às classes sociais menos privilegiadas.

Grupo: Felipe Paschoal, Maria Raquel Tertuliano, Luíse Márquis, Gabriela Sousa, Jéssica, Pedro Riotinto e Rafael da Escóssia Lima

Liberalismo


O liberalismo, que ganhou notoriedade com as obras de John Locke (liberalismo político) e Adam Smith (liberalismo econômico), é um sistema político-econômico baseado na defesa da liberdade individual, como a própria origem do nome indica. O nascimento desse sistema, porém, é muito mais antigo do que se imagina.

Apesar de seus primeiros indícios terem surgido na Europa nos séculos XVI e XVII, nos quais o continente via-se atolado em guerras (especialmente religiosas), a primeira aparição de fato do pensamento liberal ocorreu durante a Revolução Americana. Porém, a transformação deste em um movimento político propriamente dito proporcionou-se durante a Revolução Francesa; foi uma resposta à velha ordem, às condições e aos ideais da velha ordem. O movimento continuou se difundindo, tornando-se uma das principais correntes políticas da história da humanidade; é preciso entender, porém, que ele sofreu adaptações devido à necessidade, como a decisão de que o Estado deveria exercer um maior papel, tomada devido às condições sociais devastadoras no período da 1ª Guerra Mundial e da Grande Depressão.

O liberalismo, de fato, se baseia em quatro premissas básicas. A primeira diz que o Estado deve servir ao indivíduo, e não o contrário. A ideia liberal considera o direito à propriedade privada como algo fundamental para o progresso, já que permite ao cidadão uma maior autonomia e, portanto, menor dependência do Estado. Dessa forma, pode-se dizer que, para os liberais, a liberdade individual, seja por meio da liberdade de pensamento, religiosa ou até mesmo através do individualismo metodológico e jurídico, é completamente intrínseca ao bom funcionamento de uma sociedade estruturada a partir de seus pensamentos.

A segunda premissa básica do liberalismo é a responsabilidade individual. Fortemente ligada ao individualismo metodológico e jurídico, essa premissa tem, acima de tudo, o objetivo de manter a ordem na sociedade. Ela diz que cada indivíduo, apesar de livre, é responsável por seus atos e deve respeitar os direitos dos demais cidadãos, acatando as conseqüências decorrentes de suas ações.

A terceira premissa também serve como complemento para as duas primeiras. A criação de um Estado de direito é vista como inevitável na ideologia liberal; de modo algum seria possível a estruturação de uma sociedade com liberdade individual e responsabilidade individual caso o Estado não tivesse leis neutras, ou seja, leis que não favorecem nenhum grupo social ou político.

Por fim, a quarta premissa liberal é a de que a sociedade deve estar sempre controlando os serviços fornecidos pelo Estado. Há, no entanto, uma outra “premissa” importante: a de que não se deve planejar a trajetória de uma sociedade, deixando os grupos e indivíduos completamente livres para traçarem novos caminhos e novas ideias para que seja possível alcançar um maior nível de desenvolvimento.

Sua principal ideia econômica é a defesa do livre mercado, em oposição à planificação estatal. Baseado em estudos do austríaco Ludwig von Mises, concluiu-se que seria impossível a criação de um Estado igualitário e que este conduziria à miséria. Além disso, o filósofo demonstrou que o livre mercado seria capaz de gerar uma ordem natural espontânea que seria, além de mais produtiva, mais harmoniosa. Defrontando o argumento de que a livre concorrência traria o benefício de uns e a pobreza de outros, os filósofos liberais justificavam-se dizendo que, ao procurar o próprio bem-estar e a ascensão social, os indivíduos estariam trabalhando e gerando recursos para o bem da coletividade. Uma marcante frase de um filósofo chinês pós-maoísta exemplifica o ideal econômico liberal muito bem: “ao impedir que uns poucos chineses andassem de Rolls Royce, condenamos centenas de milhões de pessoas a utilizar bicicletas para sempre”.

Considerando os ideais políticos e econômicos que são apresentados por essa teoria, surgem dúvidas sobre o verdadeiro papel do Estado. Essencialmente, ele deve manter a ordem (ligado à segunda/terceira premissas), garantindo o cumprimento das leis. A igualdade defendida pelo liberalismo é muito menos utópica do que a de outros movimentos: a intenção era apenas que todos tivessem as mesmas oportunidades, e devido ao fato de isso só ser possível com boa educação e boa saúde, considera-se fundamental a participação do Estado.

O Estado defendido pelos liberais é, acima de tudo, democrata e multipartidário. Embasados nos direitos inalienáveis das minorias, eles acreditavam que o governo eleito pela maioria, o qual deve passar pela divisão de poderes, seria o ideal para a população. Adicionalmente, mas não essencialmente, um sistema parlamentar sempre foi visto com bons olhos pelos pensadores liberais. Além de tudo, o governo deve ser reduzido, com poucos representantes, devido ao mal emprego dos recursos públicos resultante da crescente multiplicação de poder.

Enfim, é impossível acreditar que todas essas ideias tenham permanecidas intactas com tantas variações ideológicas e evoluções tecnológicas sofridas pela humanidade nos últimos anos. A globalização, além da Revolução Técnico-Científico-Informacional são responsáveis pelo surgimento do neoliberalismo, que nada mais é do que a adaptação das ideias liberais para as novas condições em que se encontra estruturada a sociedade humana.

O neoliberalismo apresenta como principal diferença a maior intervenção do Estado na economia. Enquanto os liberais idealizavam uma sociedade completamente dependente do mercado, os neoliberais, até pela necessidade, pensam em um misto entre controle estatal e controle de mercado. A privatização de empresas, no entanto, permanece como característica marcante.

O estudo do liberalismo é necessário e importante para o entendimento de boa parte da estruturação das sociedades atuais, como por exemplo a privatização de empresas e a livre concorrência de mercado, adotadas por vários países desenvolvidos. Entendendo as origens e os pensamentos dessa corrente, somos capazes de tomar decisões como, por exemplo, qual partido/candidato iremos apoiar nas próximas eleições.

Grupo: Aldemar de Miranda Motta Neto, Bárbara Valadão Junqueira, Caio Felipe Viana Valle Vieira, Daniel Rubem, Felipe Turassa Ernani, Luís Felipe Miziara de Barros e Lydia Gomes Assad.

Conservadorismo

Etimologia da palavra

Vocabulário latino "conservare" = guardar

Definição

É um estado de pensamento avesso à mudança rápida e à inovação, esforçando-se para manter o equilíbrio e a ordem (política, social e econômica), enquanto evita os extremismos.
Observação: conservadores não se opõem a toda ou qualquer mudança social. Para eles, mudanças sociais são aceitas desde que ocorram gradualmente e sejam reflexos ou consequências da dinâmica social, e não por meios revolucionários.

Origens históricas

Inicialmente, o conservadorismo surgiu como oposição ao liberalismo; como passar do tempo, entretanto, suas propostos sofreram significativas mudanças, adquirindo novos significados. Exemplos:
  • Revolução Francesa e século XIX: eram a favor da ordem tradicional (monarquia, aristocracia e Igreja) e contra o liberalismo e democracia;
  • Final do século XIX e início do século XX: nacionalismo e catolicismo social;
  • Anos 20/30: tendência fascista;
  • Período pós-Segunda Guerra Mundial: políticas liberais-econômicas e política externa muito fortes.
Características Gerais
  • Ideologia contrária ao coletivismo;
  • Pessimismo antropológico, pois pensa que os homens são maus, decaídos e pecadores;
  • O indivíduo é feito pela sociedade e não existe de forma abstrata e metafísica;
  • Preza pela autoridade e pela ordem;
  • Conservador (mundo burguês) é diferente de tradicionalista (mundo aristocrático).
Correntes


Grupo: Bruna Ros, Carolina Colaço, Emilia Braga, Gustavo, Kauê, Letícia Maia e Natalia Meireles